domingo, 17 de fevereiro de 2013

To Kill a Mockingbird


“To Kill a Mockingbird” is a wonderful and endearing book written by Harper Lee and published in 1960. It’s based on events from her childhood but it is a work of fiction.
  The action takes place in the United States, more specifically in Alabama during the Great Depression. Although it comes from a child’s point of view and it’s funny, innocent and light, it deals with serious issues such as race, prejudice and crime.
  The main character and narrator is Scout, a young girl who lives with her father who is a lawyer and her brother, Jem. Scout and Jem met another boy, Dill, during one summer and the three become fascinated with a very mysterious neighbour that never leaves his house provoking numerous rumors amongst people in the town (Maycomb, the fictional name). This shady character will become very important towards the ending of the book. Another story line that develops during the book is the trial of Tom Robinson, a black man accused of raping a white woman. Scout’s father, Atticus Finch, decides to defend him and that upsets and causes outrage in Maycomb, a place so feverishly racist.
  Atticus Finch in this book has the role of an ordinary man, trying to raise his children in a town where prejudice and racism is everywhere. He is a truly honest and kind man fighting for justice in a space and time where that is almost impossible unless the person is white.       
  The storytelling is flawless and we become immersed in the plot really early on. Harper Lee is magnificent in her writing and engages the reader in such a way that is really difficult to put down the book once you start reading it.
  It’s impossible not to feel real compassion for the main characters, not to care and to root for them, not to feel joy and sadness along with them.
  To sum up, this is a marvelous book that makes the reader feel and is a lesson about taking every person on their merit and worth.
  “To Kill a Mockingbird” illustrates how society and events are vital to the narrative. The fact that a story about racism and prejudice takes place in Alabama in the 1930’s gives it the background it needs to develop and gives the reader a full account of every aspect of life in Maycomb. The townspeople are described as the vast majority of the Southerners in that time and place in the United States. Atticus Finch is the real hero trying to instill a sense of Justice in this society and to give his children an education that will give them the tools to be real human beings and see beyond what their eyes perceive. 



Isto resulta de um trabalho que tive de fazer recentemente como preparação para um exame de Inglês: escrever um artigo literário. Como o feedback de quem o corrigiu foi tão bom, decidi partilhá-lo com a esperança que desperte a curiosidade de quem ainda não leu este livro. O mesmo foi adaptado ao cinema e, apesar de não se aproximar da excelência desta obra literária, é um filme muito bom.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Forty Six & 2

A "Forty Six & 2" é mais uma música do álbum "Ænima". Álbum esse sobre evolução e mudança (como já tinha referido a propósito da "Stinkfist"). Mas tratando-se dos Tool, há um mundo por trás desses conceitos...

O título baseia-se em teorias bastante complexas de Drunvalo Melchizedek e Bob Frissell sobre o número de cromossomas existentes no ser humano. De acordo com uma entrevista feita ao primeiro:

There are three totally different kinds of humans on the Earth, meaning that they perceive the One reality in three different ways, interpreted differently. The first kind of human has a chromosome composition of 42+2. They comprise a unity consciousness that does not see anything outside themselves as being separate from themselves. To them, there is only one energy - one life, one beingness that moves everywhere. Anything happening anywhere is within them, as well. They are like cells in the body. They are all connected to a single consciousness that moves through all of them. These are the aboriginals in Australia. There might be a few African tribes left like this. Then, there is our level, comprising 44+2 chromosomes. We are a disharmonic level of consciousness that is used as a steppingstone from the 42+2 level to the next level, 46+2...These two additional chromosomes change everything.

Na minha forma de ver, não é para ser levado à letra. Prefiro abstrair-me da parte metafísica da teoria porque me causa sérias dúvidas. 
Quanto à parte científica, ao que parece também é criticada tendo em conta que o incremento de material genético não significa necessariamente um organismo mais avançado. Inclusive há animais irracionais com mais cromossomas que os humanos por exemplo.
Então qual é o simbolismo de 46+2 na música? Julgo que o único propósito será o de ilustrar a ideia de progressão e, nesse sentido, funciona muito bem.

Existe depois uma outra ideia (e esta sim fascina-me bastante) que pega 
num dos arquétipos de Carl Jung: a Sombra. 
Em termos simples (precisamente porque não tenho conhecimentos académicos sobre o assunto, só o que li em vários sites sobre o autor e sobre Psicologia), a Sombra representa tudo o que receamos e desprezamos em nós, inconscientemente. Fraquezas, falhas, defeitos. Jung dizia que quanto mais em negação se estiver, mais densa e negra essa Sombra será. 
A ideia que a sociedade nos passa que há certos sentimentos/atitudes demasiado negativos para existirem em nós, leva a essa repressão. O seu reconhecimento a um nível plenamente consciente é deveras difícil porque somos ensinados desde crianças que não é aceitável. 

Escolher mergulhar na nossa própria negatividade e enfrentar os nossos maiores medos sobre quem somos ou ignorar essa parte porque é demasiado?

Todos temos escuridão em nós, não vale a pena questionar isso. Por melhores pessoas que queiramos ser, por mais tolerantes e abertos, há partes de nós difíceis de lidar. E não estou a falar de defeitos que reconhecemos com maior ou menor dificuldade, estou a falar de algo muito mais profundo. Reacções emocionais muito fortes a certas coisas ou pessoas, reacções viscerais e impulsivas. Reflexos do inconsciente por oposição a comportamentos intencionais. 

O resultado de tudo isto é a forma como depois passamos esse tipo de atitudes para o mundo. Como reagimos em relação a certas situações... O mais interessante é que Jung defendia que essas tais reacções emocionais partem precisamente da nossa falha em reconhecer defeitos em nós mesmos. No fundo, reagimos a coisas que reflectem o que já existe em nós e fazemos isso de forma inconsciente. Não é fácil digerir isto porque estamos no fundo a criticar nos outros algo nosso também... Fazemos coisas nas nossas próprias costas:




De que serve então rejeitar a Sombra? Ela faz parte da nossa identidade, a única saída será reconhecê-la de forma consciente. Aceitar que faz parte de nós enquanto pessoas. Segundo Jung, dessa forma já não há a projecção da nossa Sombra nas coisas que nos rodeiam e mais importante, nas outras pessoas.

Obviamente que será um processo muito complicado e em toda esta ideia tenho dificuldade em perceber, concretamente, de que forma é que algo tão enterrado no subconsciente pode vir à superfície e como aceitar absolutamente tudo o que somos. 
Honestamente, é assustador pensar em todas as implicações que traz mas ao mesmo tempo também é libertador imaginar que é possível viver com isso de uma forma consciente e consequentemente mais plena. 

É precisamente disso tudo que fala a "Forty Six & 2". 






Mesmo quem não concorde de todo com esta teoria de Carl Jung ou tenha dificuldade em percebê-la, consegue ficar com a ideia principal da música: tudo o que sirva para nos fazer evoluir, tudo o que nos faça sentir que existe essa possibilidade, é tudo válido. O que interessa é fazê-lo. Somos todos tábuas rasas quando nascemos, cabe-nos ir enchendo e preenchendo essa tábua ao longo da vida, o melhor que conseguirmos.  


E o baixo desta música é qualquer coisa de fenomenal!...


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Hurt


A "Hurt" dos Nine Inch Nails é uma música daquelas. 
É a última música do álbum conceptual "The Downward Spiral" de 1994 que retrata a espiral descendente de alguém até chegar ao ponto de tentar o suicídio.
Gosto bastante da música, acho que não passa indiferente a ninguém.  


                               


Mas depois o Johnny Cash pegou nela e levou-a a uma dimensão completamente diferente. 
A música é a mesma, a letra é praticamente a mesma mas o sentimento é inteiramente outro. 




Tocante é dizer muito pouco... 
O Johnny Cash estava bastante debilitado na altura e viria a falecer poucos meses depois do vídeo ter sido feito.